quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Bereanos

É incrível como muitos evangélicos, crentes, gospels – ou qualquer outro nome que queiram dar, para um grupo de indivíduos de uma determinada denominação – se relacionam com aquilo que deveria ser primordial para a sua crença: A bíblia. Em alguns templos tem-se o costume de levantar a bíblia e dizer: “Essa é a minha bíblia, eu sou o que ela diz que eu sou, eu tenho o que ela diz que eu tenho...” A maioria dessas pessoas que proclamam com fervor e firmeza essas palavras, são as mesmas que se entristecem, desanimam e murmuram quando tão logo vem as pelejas seculares, dificuldades familiar, guerras internas. E quando digo ‘tão logo’ quero dizer: “logo após o culto, logo após uma notícia depois da declaração, logo após qualquer após.” Se há poder nas palavras, creio que existe mais poder nas atitudes seguidas das palavras.
Afirmam que estão profetizando, que é um ato profético; pra que serve mesmo esse negócio? Bem, não vou me estender nesse assunto agora, também não irei me prolongar em falar sobre a inconstância para cumprir o que pregam; só citei isso para exemplificar a falta do cuidado, com o que deveria ser primazia para os crentes: A bíblia. O que me preocupa mais é o fato da maioria – digamos 95% – dos cristãos acatarem todo o tipo de pregação, doutrinas, ensinamentos, “ungidos de Deus”, “enviados de Deus”, “servos do Altíssimo”. Se é terrível saber do “blá, blá, blá...” sem obras, quão mais terrível é saber que aceitam qualquer “blá, blá, blá...” como coisa de Deus.
Enquanto eu lia Atos 17, me deparei com uma sinagoga dos judeus em Beréia, algum lugar na Macedônia. Atos 17.11 me fez escrever esse texto. Essas pessoas tiveram a atitude que as igrejas de hoje deveriam imitar. Eles não receberam o Evangelho por simples emoção ou por terem visto pinta de pregador em Paulo. Elas EXAMINARAM AS ESCRITURAS TODOS OS DIAS PARA VER SE AS COISAS ERAM, DE FATO ASSIM. Isso me deixou triste e feliz; não preciso explicar o porquê, né?
-Não lembro o nome do Autor que escreveu mais ou menos isso:
“A voz da igreja hoje é confusa. No princípio do Cristianismo a pregação era clara: Jesus; a doutrina era uma: a sã doutrina de Jesus; os ensinamentos eram puros e verdadeiros: as palavras de Jesus; Jesus é quem era o Ungido de Deus. Hoje líderes religiosos “roubam” esse título. Discursos arrogantes e presunçosos disfarçados de “Autoridade dada por Deus”. Ameaças como: -Não toque no ungido de Deus! Ungido? A palavra UNGIDO no final do AT e em todo o NT refere-se a Jesus. Há uma diferença muito grande da unção com óleo de reis, sacerdotes e profetas daquela época para um ofício de pastor hoje. O trabalho de um pastor é de servir e não de ser servido.”
Se acham tão grandes e esquecem que Jesus falou, que maior é o que serve. Alugam um ponto, põe como doutrina aquilo que – acham – que entendem, compram óleo e jogam na cabeça de pessoas com a vida desmantelada, e dizem ser de Deus. Comercializam a fé de pessoas indoutas de bíblia, e essas por sua vez não EXAMINAM AS ESCRITURAS e se vão como meninos, levados por todo vento de doutrina. Temos que retornar ao Caminho.

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